Diário dos Campos :: Jornal dos Campos Gerais
Boa noite! Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010 |
 
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Fevereiro 2010
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  DIA 08.02.2010  
Rodrigo Stroka às 15h08
Fábula ou fabuloso?

O JM de domingo traz extensa reportagem sobre os investimentos, os benefícios e o que imagina ser o início da 'operacionalização' do Aeroporto de Cargas sonhado pelo deputado Marcelo Rangel (PPS) e compartilhado por muita gente do seu grupo - e simpatizantes, claro.

Mas falta ainda contar algumas coisas. Apesar das declarações da empresa que está levando adiante o projeto, dizer que os investidores responsáveis por aplicar R$ 400 milhões numa obra desse tamanho "não podem ser identificados" ou que não querem ser identificados é uma leviandade. Se tem gente endinheirada se propondo a aplicar tantos recursos nesse projeto é importante que se saiba quem são e ouvir deles sua análise estratégica sobre expectativa de retorno, plausibilidade, etc. e tal.

Os números que cercam o pretendido aeroporto são fabulosos. E torço para que não seja uma fábula. Mas omitir dados relevantes, nesse nível, não é informação - é justamente seu oposto.

E, além do sigilo, nem tudo são flores: a área, no município de Tibagi, já foi declarada de utilidade pública mas seus proprietários, informa a fonte do JM, foram à Justiça contra a medida.

Outro dado significativo (não vou entrar no mérito dos "100 mil empregos indiretos", porque acho isso irreal) é que a explicação da Companhia Aeroportuária do Vale do Tibagi diz que as obras não começaram porque se "aguarda autorização do governo federal". Não conheço o processo todo, e até gostaria de conhecer. Mas se trata de "autorização", ou de "aprovação"? As duas coisas são muito diferentes e implicam em situações bem distintas.

Bom, veja a matéria completa clicando aqui (só para cadastrados no portal JM).

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Rodrigo Stroka às 14h56
Secretariado estadual: há vagas para PG

Ponta Grossa pode ter secretários estaduais. Pelo menos no mandato-tampão de Orlando Pessuti, que vai de abril a dezembro (salvo se houver uma revolução nas esferas celestiais e ele vencer as eleições para o governo do Estado, disputa em que tem patinado em índices medíocres desde que começaram a fazer pesquisas). Colunistas de Curitiba garantem que o governo Pessuti terá representantes do PR, PC do B, PP, PTN, PMN e PHS. O PT, por conseguinte, cai fora.

Diz o colunista e ex-secretário (governos Álvaro e Requião) Fábio Campana que ainda há vagas: "Os cargos já disponíveis são as secretarias de Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde, Trabalho e Ação Social, Meio Ambiente, Agricultura, Planejamento e direção do Detran, Lactec, Sanepar, Copel, Cohapar, ParanaEsporte. A intenção de Pessuti é trazer quadros do interior, para que todas as regiões do paraná fiquem melhor representas no governo".

E quem se habilita, de Ponta Grossa?

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Rodrigo Stroka às 14h49
Em boca fechada não entra m...

Mesmo em fim de temporada, o litoral do Paraná continua uma... porcaria. Diz o governo do Estado que dos 48 pontos monitorados apenas 10 (oito na orla e dois em rios de Morretes!) são considerados "próprios para banho". Nos demais há ocorrência de volume além do saudável de bactérias e coliformes fecais. Ou seja: se for mergulhar no litoral do Paraná, não esqueça de fechar a boca. Veja a íntegra da nota clicando aqui.

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Rodrigo Stroka às 14h46
Revisores caolhos

Veja aí texto distribuído pela Agência Estadual de Notícias, comento depois:

Conselho Revisor avalia obras em execução - 08/02/2010 12:45:37

O vice-governador Orlando Pessuti avaliou, nesta segunda-feira (8), durante a reunião do Conselho Revisor, o andamento das obras que o Estado iniciou no ano passado. Segundo os dados das secretarias, a maioria das obras está dentro do cronograma e algumas passam por problemas pontuais, que não influirão no planejamento final.

“O Governo do Paraná está realizando quase 100 obras e a maior parte delas caminham dentro do esperado. Poucas estão atrasadas, principalmente em decorrência das chuvas”, avaliou Pessuti.

O vice-governador lembrou que o Conselho Revisor avalia, diariamente o andamento das obras do Governo do Estado, reunindo-se com representantes das secretarias estaduais e das empresas contratadas. “No próximo dia 22, nos reuniremos com secretários, diretores gerais e responsáveis técnicos por essas obras e ações governamentais, que estão sob a vigilância e o acompanhamento do Conselho Revisor.”

VOLTO

Pois bem, o tal Museu alguma-coisa-pretensamente-científica de Vila Velha, que vai levar o nome do professor João José Bigarella e que está a cargo (veja só) da Fundação João José Bigarella, segundo o próprio professor João José Bigarella, tem problemas terríveis e nem prazo para ficar pronto. Foi tão mal-concebido que até Bigarella, herói de Requião (que não seja motivo para desmerecer o homem) diz que ali é impossível instalar qualquer peça. O Conselho Revisor não fala nada? NInguém é punido, nem com multa contratual? Fica o dito pelo benedito?

Já foi uma idéia estúpida construir um museu ali. Mas sua execução consguiu ser ainda pior do que a idéia...

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Rodrigo Stroka às 14h21
Sempre prontos!

Essa é para o sujeito que fez download de "Sherlock Holmes" e acha que foi um ótimo negócio. Achei muito, muito instrutivo mesmo. E serve até para quem não se incomoda de usar golsas "Victor Hugo" fabricadas no Paraguai - 'la garantia soy jo' - ou importabandeadas da China... Veja aí, é do blog do Xico Vargas, no portal UOL:

Estamos sempre prontos para acolher a contravenção
07-02-2010
Da Cinelândia, no Centro do Rio, às praias do litoral paulista, estamos sempre prontos a ser enganados, a que alguém nos passe a perna. E fazemos isso com gosto. De óculos de grife pirateada a mate feito com água contaminada temos linhas de produtos que sequer pretendem iludir o consumidor.
Em Ipanema ou no Guarujá, ou em Ubatuba, ou em Torres, até as pessoas que os vendem se parecem. São tão grandes os estoques e tão variados os modelos que é impossível imaginá-los trazidos às escondidas pelas fronteiras. Chegam em contêiner, sim, às claras, como os relógios de todas as bandeiras da pirataria. Como ninguém nega que sejam falsos, compramos porque certamente também gostamos de achar que alguém está sendo enganado. Nem que seja o interlocutor que nos vê com um Rolex miando no pulso. Tudo isso pode ter um punhado de explicações. Só não a encontro para a venda de DVDs piratas em Ilhabela, refúgio paulista de abastados.

Por módicos cinco reais, menos, portanto, que o preço de uma cerveja nas praias da ilha, pode-se comprar a versão pirata de qualquer filme em exibição nos cinemas. Neste fim de semana, Avatar foi um campeão de vendas.Não havia dúvida possível sobre a qualidade da mercadoria: era de quinta. Mas isso em nada comprometeu o movimento. Os compradores não eram de baixa renda, já que não há essa categoria em lugares onde uma cerveja custa dezoito reais. Só faltaram fila e senha.

Essa prática brasileira de homenagear a marginalidade é que torna toda contravenção muito parecida com o carnaval carioca. O ano inteiro o Rio fala mal dos barões do jogo do bicho. Mas no Carnaval aplaude e gasta o que não tem para desfilar nas escolas de samba que eles patrocinam. No resto do ano rendemos homenagem aos pequenos bandidos só pela sensação de levar vantagem. Depois, nos queixamos quando o troco vem em bala.

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Rodrigo Stroka às 14h14
PSDB vence, dizem pesquisas

Segundo as pesquisas de intenção de voto, o futuro governador do Paraná, depois de anos demais nas mãos de peemedebistas, será um tucano. Como nunca antes: o PSDB nunca governou o Paraná, e o DEM, parceiro estratégico, por pouco tempo (Jaime Lerner, mocinhas, elegeu-se pelo PDT, lembram?). E Álvaro Dias, quando teve a chance de governar o Paraná, o fez pelo PMDB, que defendia com muita combatividade, falando sempre no "velho MDB de guerra", e - frase de que nunca esqueço - culpando sempre "a mais perversa crise que este país já atravessou".

Enfim, acredito mesmo que o candidato será o prefeito daqui, Beto Richa, e ele será eleito. Pelo menos é o que diz pesquisa feita pelo instituto Radar Estatístico, a pedido de um jornal de Cascavel. Veja aí:

"O prefeito Beto Richa (PSDB), de Curitiba, venceria a eleição para o Governo do Estado com até 66% dos votos, em pesquisa da Radar Estatística publicada neste domingo (7) pelo jornal O Paraná, de Cascavel. O porcentual de intenção de voto varia de acordo com a lista de possíveis adversários. Richa vence em todas as hipóteses.
No primeiro cenário, Richa tem 45%, à frente de Osmar Dias (37%), Orlando Pessuti (5%) e Lygia Pupatto (2%). Quando se enfrentam apenas Beto Richa e o senador Osmar Dias, a vitória do prefeito é de 49% a 41%. Sem Osmar Dias na disputa, Richa alcança 66%, muito à frente de Orlando Pessuti (10%), Lygia Pupatto (3%), Melo Viana (1%) e Lineu Tomaz (1%).
Richa vence também na pesquisa espontânea, na qual o eleitor cita nomes sem considerar uma lista de candidatos. Na espontânea, Richa tem 15%, seis pontos à frente de Osmar Dias (9%). Também foram citados Roberto Requião (3,7%) e Álvaro Dias (3,7).
A Radar também perguntou aos eleitores quem vencerá a próxima eleição para governador do Paraná. Beto Richa (44%) foi citado pela grande maioria como próximo governador. A seguir, vêm Osmar Dias (21%), Álvaro Dias (13%) e Orlando Pessuti (2%).
Nos cenários sem Beto Richa, com o senador Álvaro Dias como candidato do PSDB, a situação de inverte. No primeiro cenário sem Richa, Osmar Dias venceria com 39%, seguido por Álvaro Dias (34%), Orlando Pessuti (8%), Lygia Pupatto (2%), Melo Viana (1%) e Lineu Tomaz (1). Quando são considerados apenas Osmar Dias e Álvaro Dias, a vitória do primeiro é de 42% a 41%.
A Radar Estatística ouviu 1.198 eleitores, de 1 a 4 de fevereiro, em 29 municípios do Paraná. A margem de erro é de 2,9 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os registros no TSE e no TRE são 1897/2010 e 1946/2010, respectivamente".

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Edgar Hampf às 12h00
Terror, violência e "ordem direta"

O DC de domingo publicou uma história de terror. Mas não com os ingredientes daquele 'terror' de cinema; temperada com ingredientes do horror diário, do terror contra a sociedade. Qual o medo dos cidadãos honestos? Que os desonestos, bandidos enfim, façam o que bem entenderem sem que ninguém lhes oponha resistência. Pois no Paraná é isso, conforme mostra muito bem a reportagem publicada no DC de domingo, que está acontecendo. Vou reproduzir parte dos texto e comento a seguir, em vermelho.

"Cerca de 32 famílias (entre 90 e 100 pessoas) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)  invadiram na madrugada de ontem (sábado) a fazenda São Francisco, na região do  Botuquara, em Ponta Grossa. Os sem-terra tomaram a casa do caseiro da propriedade, sendo recebidos por seguranças da fazenda, alvo de um litígio judicial entre a Embrapa e o tenente-coronel Valdir Copetti Neves, recentemente condenado pela Justiça a 18 anos e 8 meses d eprisão pela formação de milícias armadas no interior do Estado.

O MST invadiu uma propriedade cujo dominío está em discussão. Mas não pelo MST. Ele atropela a discussão, atropela o Judiciário e estabelece que a terra lhe pertence. E pronto. Note que não só ocuparam a terra - pois são sem-terra, não? Então lhes devia interessar apenas a área de lavradio. Mas não: "...tomaram a casa do caseiro da propriedade". Logo, não foi uma ação pacífica, mas violenta, porque ninguém, caseiro, proprietário ou morador, cede sua casa com gosto. Mesmo que diante de uma turba com quase 100 pessoas.

"A Polícia Militar foi acionada para evitar o confronto entre os sem-terra, familiares de Copetti Neves e os seguranças da propriedade. O clima ficou tenso. Sem uma ordem direta do secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, para a retirada dos invasores, a PM fez um cordão de isolamento na área invadida. No final da manhã, novas famílias de sem-terras chegavam ao local, vindas do assentamento Emiliano Sapata, vizinho à Fazenda".

Pois bem, aí temos o retrato da vitória do banditismo. A PM foi chamada por quem e para quê? Para "evitar o confronto"? Ainda que seja por isso, a PM foi ao local em que foi CONSTATADO o cometimento de um crime - mesmo uma pessoa sem lá muita formação consegue perceber se uma área está tomada à força, não? - e fez o quê? Mandou os que COMETERAM O CRIME sair do local, restaurando a situação inicial, como deveriam? Nâo. Simplesmente teriam evitado um "confronto". Note que o texto do jornal destaca que "sem uma ordem direta do secretário (...) para a retirada dos invasores, a PM fez um cordão de isolamento na área invadida". Pois isso é o terror. É como se a PM, ao ser chamada quando roubam o teu carro, não prendesse o bandido e o devolvesse a você, mas simplesmente mantivesse entre você e o ladrão um "cordão de isolamento".

Não isolou nada nem ninguém para EVITAR que um crime acontecesse. E não combateu os criminosos, não restaurou a condição original, obrigando os criminosos a abandonar a área que invadiram. E tudo pela falta de "uma ordem direta do secretário de Segurança Pública".

Se um dia você for assaltado, roubado ou atacado, não chame a PM. Ela pode precisar de uma "ordem direta" do secretário Delazari para fazer o seu trabalho. 

 

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  DIA 05.02.2010  
Rodrigo Stroka às 14h05
Só falta isso

Com 45 dias de chuva consecutivos - só pode ser culpa dos governos do DEM e do PSDB, claro - em São Paulo ninguém mais reza para outro que não o São Lula: todos querem o "balsa-família", para poder sair de casa!

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Edgar Hampf às 09h51
Promete

Se esta semana calorenta termina chocha, em que a principal notícia é uma desistência (Roberto Busato, como o blog noticiou em primeira mão, desistiu da candidatura a deputado federal pelo PTN) os próximos dias prometem. Amanhã a prefeitada ouve um alento do ministro Paulo Bernardo a respeito do repasse de verbas federais - repasse obrigatório, via FPM, nada de 'favor', não... - e ainda o "lançamento" do PAC 2 pela ministra-candidata Dilma Roussef, em encontro patrocinado pela Associação dos Municípios do Paraná.

No domingo os jornais devem replicar às mancheias as pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado.

E, na segunda-feira, deve terminar a novela interna do PSDB, confirmando-se a candidatura de Beto Richa a governador. Apesar da cara feia de Álvaro Dias, que também quer (queria!) a vaga. Fazendo beicinho, Álvaro vai voltar ao 'paraíso na terra', que é o Senado, onde fica por mais quatro anos. No mínimo.

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  DIA 04.02.2010  
Rodrigo Stroka às 15h51
Apagão em Curitiba!

Diversas regiões de Curitiba estão, neste momento, sem energia elétrica. Ninguém informa nada, nem autoridade nenhuma, nem nada. Um apagão absurdo está afetando praticamente toda a capital do Estado.

Nem se pode culpar a chuva ou a falta de água nos reservatórios das hidrelétricas: o calor aqui é infernal e as represas estão com água literalmente saíndo pelo ladrão.

Alguém precisa responder por isso! Felizmente ainda existem no-breaks.

COMPLEMENTO ÀS 17H50

O portal da "Gazeta do Povo" informou, sozinho, o problema. Veja aí:

"Um problema numa linha de transmissão fez com que parte da subestação de energia elétrica do Bacacheri parasse de funcionar, às 15h14 de hoje, interrompendo o fornecimento a 11 bairros de Curitiba. Às 16h40, a energia foi restabelecida para todos os 37 mil domicílios que ficaram sem luz. Os bairros atingidos foram Ahú, Bacacheri, Boa Vista, Bom Retiro, Cabral, Centro Cívico, Jardim Social, Juvevê, Santa Cândida, São Lourenço e Tingüi.

A Companhia Elétrica do Paraná (Copel) informou que o problema ocorreu numa linha de transmissão que liga a subestação do Pilarzinho à do Bacacheri. Duas linhas conectam as duas subestações, e uma delas deixou de funcionar – a empresa ainda não informou qual a causa do problema. A linha atingida carrega energia a 69 mil volts. Quando chega ao Bacacheri, essa energia é rebaixada para 13,8 mil volts e distribuída entre oito circuitos alimentadores, que levam a energia para os 37 mil domicílios afetados pela pane.

A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) informou que, em função da pane elétrica, diversos semáforos ficaram desligados, principalmente nos bairros Ahú, Boa Vista e Cabral. Agentes de trânsito foram encaminhados para os pontos atingidos para fazer a orientação do tráfego".
 

O resto da Imprensa... E da Copel, dizer o quê? Até o Centro Cívico, hein?

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Rodrigo Stroka às 14h46
Busato fora

O advogado Roberto Busato, ex-presidente do Conselho Federal da OAB, não será mesmo candidato a deputado federal. Ele informou isso há pouco ao presidente do seu partido, o PTN.

Busato fora do páreo pode ser outro indicativo de que Jocelito Canto (PTB) vai sim, desta vez, disputar uma cadeira na Câmara Federal.

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Edgar Hampf às 11h51
Sponholz

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Edgar Hampf às 11h50
Máximas minhas

Em conversa reservada, o escrevinhador anotou à correspondente:

- Sou a preguiça em estado gordo.

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Edgar Hampf às 11h40
O mito e o mitômano

Acho que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, é uma bom juiz. Tomou uma atitude corajosa ao votar a favor da liberdade de Imprensa e contra o cartório da esquerda sindicalista, que defendia e ainda defende restrições ao exercício da profissão, como a exigência de diploma de formação específica. Mas como presidente do Supremo ele se apresenta como uma lamentável proa do corporativismo lendário da classe. Segundo a edição de hoje da "Gazeta do Povo", Gilmar afirmou que a morosidade do Judiciário é "um mito" e que a lentidão processual é "pontual e concentrada". Pois eu, e imagino que a maioria esmagadora dos brasileiros, operadores do Direito ou não, discorda dele. Simplesmente porque não é "mito" coisa nenhuma. Nem a Justiça do Trabalho, tida como célere, consegue que um caso incontroverso seja resolvido em menos de dois anos!

Mito, ministro, é outra coisa. O leitor pode muito bem imaginar o seu...

Leia a íntegra da reportagem da Gazeta clicando AQUI.

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Edgar Hampf às 11h34
Nada exemplar

Está lá, na página A-8 da edição de hoje do jornal "Diário dos Campos", texto exemplar. Aliás, um ótimo exemplo de como NÃO deve ser um texto jornalístico. A começar pelo título: "Rodoviária tem 'novo buraco'". Hmmm. Quem lê pensa, e é isso mesmo que deve pensar, que o novo terminal rodoviário, inaugurado há pouco tempo, tem um 'novo' buraco, o que significa que o prédio já teve um e agora tem outro, não é? Não. O terminal rodoviário ou "a rodoviária", como prefere o jornalista, não tem buraco. Nunca teve, nem novo nem velho. Mas o título diz que tem. Logo, o título está errado. Mas não é só o título. O 'lead' da matéria, disfarçado num nariz-de-cera é também exemplar. E, de novo, exemplo de como NÃO se deve fazer. Está lá, para quem quiser (e souber) ler:

- Um novo buraco está preocupando quem passa pelas imediações da rodoviária de Ponta Grossa, em frente ao setor de marcação de exames do Sistema Único de Saúde (SUS).

Parece assustador e talvez seja esse o objetivo. Mas não é verdadeiro. Vamos por etapas. O autor do texto começa por desmentir o próprio título, ao trocar a localização do buraco da "rodoviária" por outra, "em frente ao setor de marcação de exames" que, como sabe qualquer pessoa que conheça o local ou simplesmente veja a foto, não está "na rodoviária" e sim em terreno contíguo. E não tem absolutamente nada a ver com a rodoviária.

Mas o erro não fica nisso. E é factual, mesmo, não questão de mera interpretação. "Um novo buraco está preocupando quem passa pelas imediações..." simplesmente não é verdade. Quem passa "pelas imediações" não vê, não sente, não pressente, não adivinha, não imagina e muito menos se preocupa com o buraco. Até porque ele fica não em frente mas ATRÁS do setor de marcação de exames. Onde, aliás, o trânsito de pessoas é nulo ou quase. Logo, dizer que o tal buraco "está preocupando quem passa" é não só mau jornalismo como também inverdade. E isso não fica bem em nenhum jornal. Na verdade, nem foi o repórter que identificou o problema e provavelmente nem foi ao local para conferir. O texto adianta que "leitor do DC informou a ocorrência". Sim, mas e o histórico? Além da imprecisão absoluta em termos de locação e a invencionice da "preocupação", faltou também precisão. Que buraco, causado por que, que riscos oferece, está sinalizado (está, até a foto do DC mostra isso, embora o texto não diga) e foram ou estão sendo tomadas providências para resolver o caso?

A carnavalização de questões cotidianas, como buracos ocasionados por um dos períodos de maior concentração de chuvas dos últimos vinte anos, provavelmente, serve a que propósitos? Informar não, pois os dados apresentados, como se vê, estão incorretos. Se há um problema (e uma cratera dessas é mesmo um problema) ele deve ser noticiado, mas com um mínimo de precisão. Não é só o leitor que perde com esse tipo de 'desinformação'. É também o jornal, infelizmente.

Quer conferir: clique AQUI para ler a matéria mencionada (só para cadastrados no portal)

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Edgar Hampf às 11h21
Beneficiado sim, eleitor não

Médico e ex-presidente da Associação Médica Brasileira, regional Ponta Grossa, Francisco Barros Neto expôs hoje opinião pra lá de polêmica. E que pode lhe render um linchamento moral público, por parte inclusive dos 'eqüini' que figurativamente pululam por aí, defendendo o modus operandi do lulo-petismo. Pois Barros Neto acha que, embora "ajudou e tem ajudado muitas pessoas", e que "deve continuar", o programa Bolsa-Família, em altíssima cotação eleitoral, deveria ser impeditivo para o sujeito votar. Isso mesmo: se o sujeito é beneficiário do bolsa-esmola, ou coisa parecida, não vota enquanto estiver nessa condição. Quando se mantiver sem ajuda oficial (e sem o dever da gratidão ao senhor do pedaço que lhe põe comida na mesa), aí volta a escolher com liberdade.

A opinião de Barros não é fácil de endossar, não. Mas que é interessante, sem dúvida. Leia a íntegra do artigo onde ele expõe essa opinião clicando AQUI.

[ 1 Comentário(s) ]
Edgar Hampf às 11h15
Resultado rotineiro...

Não faltava quase nada: havia público, tempo bom, gramado razoável, garantia de pagamento de salários e 'bicho', transmissão ao vivo pela RPC e até pelo sistema pay-per-view, torcida uniformizada, batucada, patrocínio eficiente, um time da capital em ascendência e ótima torcida, além de vários títulos e muita, mas muita expectativa.

Só faltou futebol para o Operário, que perdeu de novo, desta vez em casa, para o Coritiba.

Como se vê, mesmo turbinado com a simpatia geral pela galera, e até com boutique em shopping, o Operário precisa mesmo é de futebol para vencer.

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Edgar Hampf às 11h09
Osmar dá palanque

Osmar Dias (PDT), se for mesmo candidato, vai dar palanque no Paraná a Dilma Roussef (PT). O presidente do seu partido, o PDT, Carlos Lupi, que também é ministro do Trabalho, anunciou ontem que o PDT não só participa da campanha da petista como também terá um representante na equipe de coordenadores de campanha.

Ou seja, quem for de Osmar vai ter que aplaudir junto dona Dilma, os aloprados, os mensaleiros, os invasores, os bolseiros, os ongueiros, os patrulheiros... e a militância toda.

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Edgar Hampf às 10h59
Dito e feito

Trecho do editorial da edição de hoje de "O Globo", a respeito das táticas de campanha empregadas por PT & associados:

"Corporações de sindicalistas, organizações ditas sociais, ONGs de vários matizes têm provado, nestes sete anos e poucos dias de Era Lula, de fartas benesses do poder expressas em cifrões. Entende-se por que lideranças do MST, por exemplo, falam grosso contra Lula antes de eleição, mas trabalham pelo PT quando se trata de preservar vagas e verbas em Brasília".

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Edgar Hampf às 10h58
Tendências & pesquisas

As coisas começam a ficar mais claras. Você está achando mesmo que a pesquisa Sensus reproduz a realidade e que Dilma Roussef (PT) está mesmo tão próxima das intenções de voto de José Serra (PSDB)? Pois está enganado. Trata-se, como ficou revelado nesta quinta-feira, de uma manobra estatística facilmente desmontada.  Os dados foram coletados dando-se maior peso (muito maior, diga-se) aos municípios menores e onde predomina o benefício estatal, como as bolsas-isso-e-aquilo de Lula, que tanto encantam e sustentam... Preste atenção nos dados aí:

- A própria Sensus informou ao Tribunal Superior Eleitoral que no Rio Grande do Norte, foram entrevistadas 9 (nove, isso mesmo) pessoas na capital, Natal, que tem 508 mil eleitores, e 13 (treze) na cidade de Sítio Novo, que tem só 4 mil eleitores, mas 803 'bolsas-lula'.

- Em Santa Catarina não foi diferente. A capital cosmopolita (e nunca petista) Florianópolis, com seus mais de trezentos mil eleitores só forneceu 4 (isso, QUATRO) entrevistas à Sensus, ao passo que a cidade de Guaraciaba (que tem 7.700 eleitores) cedeu treze (13!) de seus valentes.

- No Espírito Santo, foram ouvidos quatro (4 mesmo) dos 245 000 eleitores de Vítória, a capital, mas 17 dos 14.000 eleitores de Venda Nova do Imigrante.

E então, ainda acredita no 'empate técnico'?

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Edgar Hampf às 10h49
Outra vez?

Como é de hábito, o feminismo mostra as garras (unhas, ok) em ano eleitoral. Artigos sequenciais no JM cobram "maior participação" da mulher nos processos decisórios, principalmente no plano partidário. Não vejo por onde. Nunca antes na história deste país, como diria certo celerado, as mulheres ocuparam tantos cargos diretivos e tiveram tantas condições de obter posições ainda mais poderosas. Não é à toa que o PT tem Dilma Roussef como pré-candidata à Presidência da República e o país tem Madre Paulina como sua única santa e, pelo visto, dona Zilda Arns como candidata a segunda.

Mesmo no Paraná o poderio da mulherada só cresce. Taí a dona Gleisi, candidata ao Senado com excelentes chances, que não me deixa mentir.

E, falando francamente, Ponta Grossa só não teve até agora uma prefeita porque o grupo que tentou articular a candidatura de Cenir Cunha à sucessão de Pedro Wosgrau, em 1992, foi absurdamente incompetente e tacanho. E porque ela preferiu, à época, cercar-se de amigos do que de gente que entendia de política - exatamente o contrário do que fez Paulo Nascimento, que a bateu numa disputa interna (e nunca pronunciada como tal) e se fez candidato e, claro, prefeito.

As feministas, assim como ecochatos e outros tantos, têm mais é que descer do palanque e começar a trabalhar por suas causas. De discurso nosso..., ahn, nossa paciência está cheia.

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Edgar Hampf às 10h44
Observação

Trecho de artigo do colunista Mariano Grondona, no jornal "La Nación", edição de ontem, para pensar com cuidado:

"A corrupção é uma árvore cujo veneno alimenta suas raízes. No plano da vontade, supõe que alguém transgride conscientemente o código ético cujo cumprimento o mostraria como uma pessoa de bem. No plano da inteligência, aparece quando um governante confunde o patrimônio público com seu patrimônio privado. O dicionário define "patrimonialismo", neste sentido, como "a tendência de um governante a considerar os bens públicos como bens próprios". A disseminação desta tendência por sua vez implica que o governante “patrimonialista” goza de um poder tão grande que se esquiva do controle de outros órgãos estatais".

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Edgar Hampf às 10h39
Às claras

Aqui não tem nota cifrada nem autoria desconhecida - muito menos endereço aleatório. É preto-no-branco. Tintim por tintim. O que incomoda muita gente, como o sujeito que acha que meu "salário" como articulista (sic) é pago pelo povo. Não é, não. Minha função pública é remunerada de acordo com o que prevê a lei, sim. Mas aqui no blog quem manda é minha consciência. E ela, ao contrário das convicções de tanta gente por aí, não tem preço. Não me rendo a poderosos nem admito transigir de meus pontos-de-vista.

Simples assim, claro assim. Não gostou? Vá ler o blog do Arnaldo Jabor, do Paulo Henrique Amorim, de algum deputado seu amigo, ou coisa assim.

A diferença, brutal, é que aqui além da confiabilidade, também se trabalha com humor. Por exemplo, o título deste blog é uma homenagem ao gaúcho Aparício Torelli, um gênio, que sempre dizia "trabalhar às claras, mas sem desprezar as gemas".

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Edgar Hampf às 10h34
"Ainda não existe"

Por natureza e dever de ofício, sou um sujeito curioso. Mesmo. Leio o que posso, e tanto quanto consigo. E sou provavelmente um dos poucos ponta-grossenses que acompanha o blog "Campos Gerais de Igual para Igual", iniciativa de um juiz federal, do procurador da República e do delegado da Receita Federal para que a cidade (e por extensão a região dos Campos Gerais), pelo menos no campo institucional, não fique atrás de outras, no Paraná. Está lá, para quem quiser ver, artigo que os coordenadores do movimento ou gestores do blog, sei lá, acharam que deveriam reproduzir, de autoria de um professor da UEPG, que gosta de ensinar Deus e todo mundo sobre qualquer coisa e sobre tudo. E ele escreveu, foi publicado no JM e reproduzido no blog sobre a delegacia da Polícia Federal que ele dizia, na época - há menos de um mês - que "não existia". Por certo! A obviedade, marca dos pressupostos que levam a dita figura às conclusões mais estapafúrdias, é um argumento irrefutável para quem duvida de seu bom senso.

Agora, com a oficialização daquela estrutura, embora ainda não inaugurada, vai dizer o quê: "agora a delegacia da PF existe, e por isso as forças comunitárias são responsáveis e devem ser aplaudidas"?

Minha curiosidade às vezes me leva a descrer da capacidade intelectiva (não é 'intelectual' não, 'doutor') de muita gente. E à tristeza que essa condição provoca.

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  DIA 03.02.2010  
Rodrigo Stroka às 16h47
Parece piada

Taí a relação de alguns dos blocos carnavalescos, segundo Tutty Vasques (clica AQUI) inscritos para o Carnaval do Rio deste ano:

Calma, Calma, Sua Piranha; Balanço do Pinto; Katuca Que Ela Pula; Butano na Bureta; Só o Cume Interessa; Espreme Que Sai; Cutucano Atrás; Xupa Mas Não Baba; Dá Um Cadinho Pra Nós; Já Comi Pior Pagando; Pinto na Perereca; Encosta Que Ele Cresce; Pinto Sarado, Incha Rola; Vem Ni Mim Que Sou Facinha; Rola Preguiçosa; Fogo na Cueca; e Vai Tomar no Grajaú.

Pode?

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Rodrigo Stroka às 16h46
Concordo

Acho que o deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) está cheio de razão. Ele acha uma cretinice - na realidade usou termos mais amenos - para descrever seu espanto diante de uma placa dizendo "Buracos na pista nos próximos 32 km", numa rodovia estadual: "é preciso muita coragem para se colocar uma placa" assim, diz o deputado. E tem razão: se tem tanto buraco, porque não consertam, ao invés de colocar a placa?

Rangel também quer que os flagelados do pobre Norte Pioneiro do Paraná sejam atendidos com os mesmos benefícios dados aos loiros, vistosos e sempre visitados catarinenses, quando atingidos por enchentes e flagelos quetais.

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Edgar Hampf às 11h31
Insolúvel? Nem de longe

Cresce o número de pedintes nos semáforos da cidade. Alguns são incentivados e tolerados como parte do "cenário típico" local, como a mulher que se estabeleceu na esquina da coronel Dulcídio com avenida Vicente Machado. É "dona" do pedaço e pronto. E assim fica, mais como personagem folclórica (triste folclore, esse...) do que como sintoma de uma chaga social. Mas não só. Há crianças demais, nas ruas. Trabalho, naturalmente, para o Conselho Tutelar. Que não tenho visto - ou visto registro, ao menos - de intervenções mais diretas. Os registros policiais são recheados de crimes cometidos por menores de 18 anos. E não há (não vejo, pelo menos) ninguém da área de proteção - eu esperaria correção - da Infância e Adolescência, nem ao menos se pronunciar a respeito.

Numa das raríssimas lanchonetes com atendimento ao longo da madrugada, um garoto, aparentando ter uns 12, 13 anos, posta-se ao lado do caixa - drive-trough - onde os motoristas fazem e pagam seus pedidos, e pede ele também "uma moedinha", "um lanche", ou algo assim. A qualquer hora da noite e da madrugada. Deveria estar ali? Não. Acionar o Conselho Tutelar, como o próprio restaurante diz ter feito mais de uma vez nada adianta: o relato que ouvi ontem à noite, depois de constatar o caso, foi que o CT simplesmente não atendeu aos chamados para recolher o adolescente, evidentemente em situação irregular e, numa pista exclusiva para automóveis, expondo a própria vida.

Entidade para salvaguardar seus interesses e tirá-lo da rua também não vi. A patrulha da "izquerda" não permite nem as ações dos monitores sociais de forma efetiva: prega, e isso é aceito como regra, norma e diretriz final, que seja estabelecido "diálogo" e compreendidos os motivos que levam essas crianças e adolescentes às ruas, garantindo-lhes atenção, cuidado, diálogo e segurança. Ora, teriam isso se voltassem às suas casas e fossem impedidos de permanecer nas ruas! Ah, claro, mas aí o problema é que elas não querem ficar em casa. Ou enfrentam problemas no ambiente doméstico... Ok, compreendo. Mas não existem um imenso aparato legal e institucional justamente criado para RESOLVER isso, e baseado nas ações dos conselhos municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Tutelar?

E, falando nisso, o Conselho Municipal fez há poucas semanas campanha para que contribuintes do IR destinassem parte de suas "contribuições obrigatórias" ao Leão em doações ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Imagino que os resultados tenham sido, como de hábito, frustrantes. Mas não só; o mesmo Conselho fez uma campanha para que não seja dado esmola a crianças pedindo, nas ruas, esquinas, semáforos e, claro, lanchonetes. Para aplacar a consciência e imaginar que está resolvendo um problema, não são poucos os que literalmente alimentam essa atividade. E ao fazer isso mantém as crianças e adolescentes exatamente ali.

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Edgar Hampf às 11h18
Sponholz

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Edgar Hampf às 11h17
O melhor de todos

Pouquíssima gente sabe, e a Imprensa local, interessada no próprio umbigo ou quase isso, ignorou solenemente o impacto da morte de Wilson Martins, o maior e melhor dos críticos do Paraná, um dos raros intelectuais orgânicos (não no sentido gramsciano) deste lado do Equador e homem de finíssimo e portanto raro humor. Assim, o ponta-grossense não tem idéia de que sua cidade-mãe foi palco de momentos importantes para a literatura nacional. E, entristeço, nem este Diário dos Campos ateve-se ao fato de que Wilson Martins foi, no primeiro quarto do século passado, seu secretário de Redação. Aliás, Wilson Martins é, a exemplo de tantos outros "esquecidos", regentino: formou-se em 1938 no Colégio Regente Feijó. Ainda naqueles anos turbulentos, uma cena imperdível, anotada pelo escritor Miguel Sanches Neto, discípulo, amigo e admirador de Martins: o então repórter Wilson Martins, já de olho na literatura, entrevistou ninguém menos que Monteiro Lobato (aquele sim, do "Sítio do Pica-pau Amarelo") em plena Estação Central, hoje Estação Saudade. A entrevista, está nos arquivos (sei lá onde...) do "Diário dos Campos", e parece que NUNCA foi reproduzida.

Há algum tempo, Wilson Martins revisou e aprovou a reedição da coleção "História da Inteligência Brasileira", obra de grande densidade (e envergadura, inclusive material) que já tem planejamento gráfico e está na fila de produção da Editora UEPG. A idéia, segundo a diretora Beatriz Gomes Nadal, era lançar a coleção, em sua íntegra, até o primeiro semestre de 2011, quando Wilson Martins completaria 90 anos.

Como se vê, nem todos, na cidade, desdenham a inteligência.

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Edgar Hampf às 11h09
O maior deles

De Daniel Piza, colunista do "Estadão", sobre o que chama "O maior dos escândalos", e que deveria ser a tônica das discussões neste início de ano letivo - mas não é, claro.

"O maior dos escândalos brasileiros é o menos comentado: os resultados da educação. Na semana passada o Ipea divulgou que apenas metade dos brasileiros de 15 a 17 anos está cursando ou concluiu o ensino médio. Temos, portanto, 5 milhões de jovens que estão muito atrasados ou então abandonaram a escola. E o que eles fazem? Muitos trabalham, mas com baixa probabilidade de chegar a empregos melhores, de subir na vida. Outros vão parar no crime. E muitas engravidam precocemente, uma das tendências sociais mais fortes do Brasil contemporâneo. Essa geração pode ou está prestes a votar, mas mal consegue entender conceitos mais abstratos e se expressar coerentemente e mal tem o direito de sonhar em ir além do que os pais foram em bem-estar e felicidade. Outra notícia calamitosa da educação brasileira, nos últimos dias, diz que quase metade dos professores da rede paulista não passou nas provas, ou seja, não tem domínio sobre o conteúdo que deveria transmitir aos alunos. O brasileiro médio, enfim, fez pouca escola e fez uma escola ruim".

A íntegra do artigo está nos arquivos do Estadão ou no site do próprio Piza, que você acessa clicando AQUI.

Naturalmente que as vivandeiras do rádio vão achar isso uma crítica direta à rede municipal de educação, comprovando - pela enésima vez - que não conseguem entender o que lêem e, portanto, não sabem o que falam. Mas isso já faz parte da 'curtura' local...

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Edgar Hampf às 11h01
Figurativo

A esta altura parece improvável que a inauguração da Delegacia da PF em Ponta Grossa, que deve acontecer depois do Carnaval, reúna uma chusma de ministros. Paulo Bernardo (Planejamento), é possível que apareça, pois está em campanha. Mas não acredito muito na chance de Dilma Roussef (Casa Civil) aparecer. Há coisas maiores sendo feitas, inauguradas e televisionadas em todo o país, para ela, que tenta a sucessão de Lula - embora não tenha deixado o cargo... - aparecer.

E, finalmente, Tarso Genro não vem mesmo. O atual ministro da Justiça deixa o cargo antes da inauguração da delegacia. Vai se dedicar à campanha para governar o Rio Grande do Sul.

O que, acho francamente, nenhum gaúcho merece.

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  DIA 02.02.2010  
Edgar Hampf às 19h38
Dificuldade: alta

Deu no "Valor Econômico", o que talvez seja um alerta para atacadistas do ensino. Veja aí o trecho, da edição ainda do dia 26, mas que nos é muito importante:

"Nem todas as instituições de ensino superior vivem dias tranquilos no Paraná. Enquanto negocia a possibilidade de assumir a gestão da Universidade Gama Filho (UGF), do Rio de Janeiro, o empresário José Campos de Andrade, que também administra a Universidade Ibirapuera (Unib), em São Paulo, enfrenta problemas com o imóvel que é ocupado pela Uniandrade, em Curitiba.
"Eles entraram em inadimplência e fomos obrigados a executar", explica o diretor jurídico da Rodobens, Vitor Bonvino. O imóvel foi levado duas vezes a leilão, para quitar dívida de cerca de R$ 11,2 milhões, mas não apareceram compradores. "Vou retomá-lo por ação de reintegração de posse. A desocupação deve ocorrer até 1º de fevereiro", completa Bonvino. Como terá de entregar o bem, a Uniandrade deixará de dever para os grupos de consórcios da Rodobens, que planeja colocar o prédio à venda.
Em São Paulo, a Universidade Ibirapuera vive também dias difíceis. Hoje, a faculdade tem apenas 3 mil alunos - eram 9 mil há alguns anos. Antes da venda para o grupo paranaense, a Unib enfrentava problemas de dívidas trabalhistas e tributárias. Além disso, vários professores foram demitidos e outros contratados com salário menor, segundo o sindicato paulista de professores universitários.
Procurado várias vezes pelo Valor, o empresário José Campos de Andrade não retornou os pedidos de entrevista. (ML e BK)"

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Edgar Hampf às 19h33
Já faz tempo

Faz muito, mas muito tempo mesmo que o Paraná não vê uma exposição de artes - acho que desde a mostra da coleção Castro Maya, no Museu Oscar Niemeyer - que faça a cabeça de alguém. Não que isso seja essencial, afinal de contas, todo mundo aí continua vivo mesmo com o Paraná ficando tanto tempo sem uma exposição de alto nível. Não é mesmo? Sim, vivos estamos, mas menos. Menos do que se poderia, com um mínimo de cultura, com um tantinho só mais de qualidade - e não falo na tal "qualidade" que parece obsessão dos populistas - mas naquela que interessa a quem me lê, vê e entende. E nem são tantos, infelizmente, que entendem.

E a cidade? Já vai levantar alguém. A cidade, desde a mostra de Lily Marinho (que depois vendeu tudo aquilo) não viu nada parecido. Simplesmente porque não há, no universo local, nada nem parecido com um movimento artístico que defenda a alta cultura. Esperar que o governo (os governos, tout court) se transformem em mecenas é desconsiderar a natureza humana. Em Ponta Grossa o "think tank" da oposição acha desperdício até iluminação natalina, que dirá investir numa exposição decente. Milhares, arrisco até dizer que dezenas de milhares de cidadãos desta cidade, e das que estão à sua volta, vão viver e morrer sem ter visto de perto coisa melhor do que aquilo que, bem, aquilo que vêm desde que nasceram.

A mim faz falta. Música, posso me arranjar. Video e cinema são passíveis de conserto. Dança, francamente, nunca tive (adieu, Ana Botafogo) lá muito apego. Resta o quê? Literatura, vasto mundo de portas abertas. Mas teimo em gostar de imagens. Teimo em gostar de pintura. Teimo em não engrossar o coro dos que não se importam.

Nem é por falta de espaço, mas por falta de sintonia. Quantos aí peregrinam a Curitiba quando há boas exposições?Esses, creio, me entendem.

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Edgar Hampf às 11h08
Império

Emprestei o título de um dos livros de Gore Vidal, cuja prosa erudita e elegante me encanta há pelo menos 25 anos. E justamente para falar o oposto disso tudo; a jequeira que domina o horizonte local. Aqui ainda se acha que opinião pública é a opinião que se publica, e arrivistas são acolhidos e tratados a pão-de-ló nos mesmos salões onde, à sua ausência, são o prato principal, e picante, de todas as conversas. Algumas, é verdade, com um acentuado tempero de inveja. Mas não só. O panorama político é também devastador (ou devastado). À parte as exceções que confirmam a regra, o que se tem são populistas a quem o cheiro de gente horroriza contrapondo-se a populistas de quem o cheiro horroriza toda gente.

Podia ser melhor? Pode ser melhor. Um dos mais brilhantes intelectuais que conheci nesta cidade, e com quem mantinha diálogo razoável no final da década de 80, início da de 90, educador, ex-reitor, ex-secretário de Estado e ex-deputado, compartilhava da minha tese de que a cidade tem, no máximo, umas 300 pessoas em torno das quais giram o noticiário, o ‘mundo social’ e principalmente os grandes negócios. Parte dessas 300 encontra-se com os restantes em virtualmente todos os eventos. São os mesmos que estão nas páginas dos jornais (não, necessariamente, no colunismo pegue-pague), nas solenidades públicas, nos grandes eventos, nas festas reservadas e, sendo esta uma sociedade onde o patrimonialismo ainda impera, também nas escrituras públicas.
Meu lamento é que, a exemplo daquele, também foram escasseando ou se calando os intelectuais que a cidade tinha. Uns preferiram a carreira acadêmica longe daqui, onde até esta é vinculada ao populismo político mais rastaqüera e retardado (escolha o sentido...). Outros, como é o caso daquele, optaram pelo silêncio, testemunhando o gradual desaparecimento de seus interlocutores e amigos mais íntimos. Tirando os pretendentes, os crédulos em si próprios e os dinheirudos (ou remediados) que imaginam poder comprar Kultur como se paga a fatura da gráfica que imprime o que escrevem, o que fica é muito pouco. O que pode explicar muita coisa e justificar outras tantas. Como a prevalência da mediocridade, da baixíssima qualidade, da paralisia intelectual e da hipocrisia que escolhe a régua com que medir o mundo à sua volta. Mas não deixa de ser um tema de lamento. Profundo, dorido lamento.
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Edgar Hampf às 11h04
Destino: incerto

Sabe como o governo "companheiro" de Lula usa o dinheiro do seu Imposto de Renda? É, aqueles 27,5% de tudo o que você recebe, em boa parte retido ainda na fonte, e que fazem uma falta danada! Para obras e serviços públicos eficientes e adequados? Hmmmmm. Veja esses dados: "foram 39 as embaixadas abertas pelo governo Lula. Entre 2003 e o final de 2009, as "bondades" custaram aos cofres públicos federais pelo menos US$ 680,4 milhões, o valor total das dívidas de sete países africanos e latino-americanos perdoadas pelo Brasil. Entre os beneficiados, Moçambique recebeu o abatimento de 95% de seu passivo total, de US$ 315 milhões. A Nigéria foi agraciada com o perdão de 55,2% de sua dívida, algo como US$ 83,1 milhões, embora a Nigéria seja uma grande produtora de petróleo".
Aí, também está se achando um trouxa?

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Edgar Hampf às 10h58
Uma cidade de parabéns!

Ponta Grossa está de parabéns. Além dos judiciosos comentários hoje disponíveis nas emissoras de rádio, nos horários habituais, vai ganhar mais! Num intervalo pequenininho dois gigantes da comunicação política se anunciam dispostos a ampliar sua participação no cotidiano dos ouvintes (e da cidade) e transmitir suas abalizadas opiniões e suas informações sempre precisas. Provavelmente em razão de uma brutal coincidência, visto que estamos em pleno ano eleitoral, ambos são deputados estaduais e candidatos novamente. Mas isso não deve, de maneira alguma, influir em seu modo de agir nem em suas apresentações, debates e discussões, naturalmente. Mas vamos aos fatos (aos fatos! aos fatos!):

- Jocelito Canto (PTB), vai ampliar sua participação na vida comunitária, abrindo novos horários para comunicar-se com a gente bem-humorada e antenada dos Campos Gerais. Em nota distribuída à Imprensa, ele anuncia que além do 'clássico' horário das 6 às 8, agora também estará no ar, sempre pela Antena Sul FM (não estou fazendo merchandising, não) de 12h15 às 13h, todos os dias. Provavelmente sendo também só uma incrível coincidência ser esse o horário de prevalência do possível candidato a deputado Sandro Alex (pela Mundi FM). Mas não só: Jocelito também estará no ar no intervalo que os antigos conheciam como "Hora do Ângelus", das 18 às 19h.

- Péricles Mello (PT) anuncia, não para toda a Imprensa, mas só para a que lhe é simpática, provavelmente por um raríssimo escorregão estratégico, que comandará todos os sábados um programa "para debater as questões da população", das 9 às 11h, pela rádio CBN, em parceria com o sempre atuante e influente Instituto Cidade Viva. O programa será, promete Péricles, que sempre cumpre o que fala, "um meio de redescoberta de nossos valores, de consolidação de um sentimento coletivo, de um novo espaço de comunicação".

Notícias tão alvissareiras me emocionam!

(Ah, sim! Se alguém não entendeu o tom do post deve procurar urgentemente outra coisa para ler)

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Edgar Hampf às 10h38
Reforço de campanha

Não adiantou a ´'boniteza" de Gleisi nem as promessas de apoio eterno do marido dela, Paulo Bernardo. O PT resolveu colocar a tropa toda na rua para conquistar o coração, a atenção e os votos do Paraná, onde continua perdendo de lavada para candidatos tucanos - sejam eles quem forem. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Moacyr Fadel, também prefeito de Castro, está anunciando para este sábado reunião com o supra-citado Paulo Bernardo, mais o ministro Alexandre Padilha, de "Relações Institucionais" (como se os demais ministros não cuidassem de relações que são, essencialmente, institucionais) e a estrela-mor do lulo-petismo do século 21, Dilma Roussef. Na pauta forma consta discussão sobre os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (e Dilma sabe o quê, disso, que Paulo Bernardo não possa responder com sobras?) e também, aí sim o glacê do bolo, "a inclusão de propostas para o PAC-2".

Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência sabe para que serviu o PAC 1 e tem também consciência da serventia do PAC 2, o que me economiza palavras, hehehe.

O encontro de campanha, ops, de trabalho será num horário ingrato para a prefeitada: 17h de sábado, no auditório da PUC, às margens da BR 376, em São José dos Pinhais.

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  DIA 01.02.2010  
Rodrigo Stroka às 15h11
Super-comitê, ativar!

Santa democracia, Batman! Isso é um trabalho para o super-comitê de combate à corrupção eleitoral. Acho. Se funcionar, claro, e não precisar chamar os super-amigos. Segundo a Gazeta do Povo, o TRE do Paraná não vai divulgar as fichas com histórico dos candidatos a governador, deputado federal, estadual e senador. Isso significa que o nome do sujeito pode estar mais sujo que pau de galinheiro e ainda assim ele poderá pedir votos como se fosse congregado mariano. O que dizem os defensores da malha finíssima, agora?

Veja o que diz o texto da Gazeta do Povo clicando AQUI.

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Edgar Hampf às 11h22
Tragédia

Depois dos governos, a chuva maltrata o Paraná. Sengés é o epicentro do problema. O que exemplifica a quantas anda a atenção estatal para com a parte 'velha' do Estado. E explica muita coisa.

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Edgar Hampf às 11h06
Coleção

O que começou com uma campanha arrasadora se mostra, no dizer do comentarista esportivo do DC, uma "crise". O Operário perdeu mais uma, ontem, desta vez por 3 a 1, para o Irati, naquela cidade.

Quarta-feira vai enfrentar o Coritiba, no Germano Krüger, com transmissão televisiva e tudo o mais. Vai sobrar o quê? Prevejo momentos difíceis para a torcida...

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Edgar Hampf às 11h03
Perda

O Paraná ficou mais pobre. O escritor e crítico literário Wilson Martins morreu na noite do último sábado, aos 88 anos. Ele estava, informa o portal Bonde, internado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, desde o último dia 20. Ele submeteu-se, terça-feira passada, a uma cirurgia para retirada da bexiga e da próstata, atingidas pelo câncer. O médico que o atendeu, segundo o portal, explica que no pós-operatório, devido à idade avançada, Martins teve complicações cardiovasculares e não resistiu. Nascido em São Paulo, Martins vivia em Curitiba há décadas. Foi juiz de direito, professor de língua e literatura francesa na UFPR, e crítico literário. É autor, entre outras obras, de "História da Inteligência Brasileira", "Um Brasil diferente" e "A Palavra Escrita".

E ainda era amigo do escritor e também crítico Miguel Sanches Neto, que escreveu o que segue, a respeito:

Velamos domingo
o corpo de um amigo
Não, não apenas
um amigo
nosso
Mas um amigo
dos livros
Pois é isso
um crítico
E era isso
o nosso amigo
MARTINS, Wilson.

de Miguel Sanches Neto

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  DIA 29.01.2010  
Rodrigo Stroka às 16h36
Investimento

Beto Richa investe nos "grotões", antes território livre para o proselitismo petista, para o predomínio do PMDB ou para investidas de Osmar Dias (PDT). Já não é assim.  Durante visita a Pitanga, que comemora 66 anos, o prefeito de Curitiba defendeu mais investimentos para os pequenos municípios do interior do Estado. “Ao investir fortemente nos pequenos municípios, teremos um Paraná forte”, afirmou Richa, em reunião suprapartidária realizada na Câmara de Vereadores de Pitanga. Também participaram da reunião os deputados estaduais Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Luiz Fernandes Litro.

Para Richa, o desenvolvimento dos pequenos municípios mantém a população nas suas cidades de origem e evita o inchaço populacional dos grandes centros urbanos. “Hoje, o que vemos é o esvaziamento dos pequenos municípios e a crescente demanda por mais serviços públicos nas áreas de saúde, educação, habitação, pavimentação, transporte e outras nas grandes cidades. Podemos inverter esse processo e promover o desenvolvimento respeitando as vocações regionais”, propôs Richa.
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Rodrigo Stroka às 14h54
Imagens

Fotinho simpática de mocinha idem, que não vai defender direitos de imagem, até porque é domínio público (o blog não é como certos editores por aí, que desdenham autoria...). Descubra aí quem é a lady.

 

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Edgar Hampf às 11h23
Máximas

De Miguel Sanches Neto, via twitter:

- Mentes criativas mentem incrivelmente.

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Edgar Hampf às 11h06
Chuva de pesquisas

Depois do PTN, do PSC e de quem mais, mesmo? Bem, pesquisa é o que não vai faltar. Hoje cedo o deputado Jocelito Canto, aquele que condicionou sua candidatura a deputado federal ao resultado da pesquisa PTN, anunciou que o seu próprio partido, o PTB, também vai fazer uma pesquisa de intenção de voto na cidade.

De todas as mencionadas, só a do PSC, jura seu mandatário local, será registrada na Justiça Eleitoral e, portanto, publicada. Das demais, nada se sabe.

Vai ter, suponho, pesquisa para todos os gostos e intenções (de voto, claro).

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Edgar Hampf às 10h57
"Decepção"

Depois de ter começado o campeonato paranaense, o primeiro na divisão de elite em 15 anos, de forma surpreendente, com duas vitórias, o Operário amargou ontem sua segunda derrota seguida. Perdeu - e em casa, para tornar mais feio um quadro já delicado - para o Rio Branco, de Paranaguá. Segundo o JM, que traz comentário sobre o jogo em sua edição virtual (veja clicando AQUI) o time de vila Oficinas "decepcionou sua torcida". Mas não os céticos...

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Edgar Hampf às 10h51
Vicejando

Talvez sejam as condições climáticas favoráveis - calor e chuva abundante - mas vejo uma proliferação inesperada de candidatos "verdes". O presidente da sigla na cidade, Lauro Padilha, avisa que o partido não deve ter um, mas dois candidatos a deputado federal. O primeiro seria, claro, o radialista e editor Luciano Carneiro, o Tavinho Luck, que transformou a jequeira-light em grife com o personagem Véio Nordo. O outro, informa Padilha, seria também um radialista, Nivaldo "Nego" da Silva. Para Padilha, a divisão não será prejudicial aos candidatos de seu partido:

- São dois públicos diferentes o do Otávio e do 'Nego', portanto não vejo dificuldade nisso. Se analisarmos a metodologia de cálculo para preenchimento de vagas na Assembléia Federal e Estadual, percemos que o número de votos médio que a legenda precisa para eleger um candidato é pequena e o importante é que o PV tenha o máximo de candidaturas possíveis, para que na soma geral possamos eleger pelo menos quatro deputados estaduais e três federais em todo o Estado.

Bem, para começar acho a análise meio complicada, mas isso lá é direito de Padilha. E juro que o texto está exatamente assim no e-mail que ele distribuiu ontem.

Veremos quanto os verdes conseguem avançar, então, nesta safra.

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Edgar Hampf às 10h46
Beto invade área de Osmar

Enquanto a oposição mais próxima carnavaliza as chances de Álvaro Dias derrotar a lógica, Beto avança na horta adversária. Na quinta-feira, recebeu a visita do prefeito de Faxinal, Adilson José da Silva Lino, que pertence ao PDT (partido de Osmar Dias, lembram?). E Lino ainda comemorou: "foi um encontro de amigos. Mas é claro que também falamos sobre a sucessão estadual".

Hoje, Beto lidera em todas as pesquisas sérias para o governo do Estado - que eu tenha conhecimento. E na área de Curitiba vence qualquer um, por esmagadora maioria. Agora está indo, como diria um peemedebista da velha guarda, para os "grotões", onde estão os eleitores do "urtigão' Osmar Dias. Pelo visto, colhendo resultados.

Em Ponta Grossa, apesar da mobilização, não acredito que o comando da campanha de Osmar fique muito longe de alguma emissora de rádio. E o senador do PDT as tem à escolha: entre AM e FM, pelo menos quatro.

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Edgar Hampf às 10h36
Ignora e desrespeita?

"Não conheço nem respeito a opinião do blogueiro", escreve um leitor do blog, fazendo pouco da própria inteligência. Discordar é a essência da democracia (agree to desagree, para usar a expressão consagrada pelos Pais Fundadores dos EUA: "concordamos em discordar"). Ué, não estou pedindo a ninguém para que concorde comigo. Nem que diga que "sim, acho você o dono da razão". Seria estupidez e mentira, claro. Mas o sujeito acompanhar o blog, cadastrar-se e postar um comentário para dizer que não me conhece e que não respeita a minha opinião demonstra o quê? Bem, primeiro, que ele não tem o menor senso de inteligência: se tivesse, perceberia que isso é um contrasenso. Se ele ignora quem sou ou o que penso (isso também é mentira, porque depois ele tenta usar meu currículo contra mim) não teria porque ler este blog, certo? Não para o sr. Dirceu. Ele não concorda comigo, acha que estou usando o blog para 'vender' um pensamento que não é o meu (tsk, tsk, tsk) e ainda diz que não respeita minha opinião? Mas o que faz aqui? Eu respeito sua opinião, Dirceu. Acho que você tem todo o direito de duvidar do que eu penso, escrevo e até do meu trabalho. Mas me reservo o direito de duvidar da sua capacidade de raciocínio. O teu ponto-de-vista está aí, nos comentários, porque acho essencial que haja discordância, mesmo que mal-educada. Outros leitores pegam no meu pé o tempo todo porque pensam diferente e acreditam em coisas diferentes - e temos aí João, Márcio, Katia e tantos outros. Mas nem por isso dizem que "não respeitam" a minha opinião. Porque opinião, seu Dirceu, é algo a que todo mundo tem direito, inclusive você. E eu também. Eu respeito a sua, mesmo que me pareça ofensiva. Tanto respeito que a torno pública.

Mas você não está satisfeito com o que lê aqui? Quer uma visão diferente? Acesse outros blogs, conformados ou militantes (estes sim, fazendo campanha desbragada em favor de si próprios ou de suas ideologias). Ligue a TV. Ou então, como tanta gente, ouça no rádio faniquitos moralistas todas as manhãs. Nesses você quer acreditar? Pois é teu direito. Vá à luta, defenda o teu ponto-de-vista, se você tem um. Tentar desqualificar os outros, com base no que você acha que eles são, e por isso "não respeitar a opinião" não é sintoma de muita inteligência, não. Porém, democracia é ISTO, que você tem aqui. Não aquilo, que defende e prega quem não respeita - porque não admite - opiniões contrárias.

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  DIA 28.01.2010  
Rodrigo Stroka às 17h14
Morre um mito - 2

(leia primeiro o post abaixo)

Leitor do blog complementa dados do post sobre a morte de J. D. Salinger:

Ele tinha 91 anos e morreu de "causas naturais". Ou seja, não foi atropelado por um trem nem transpassado por uma espada. Estava em sua casa, no Estado de New Hampshire (na Nova Inglaterra), EUA, onde morava, sem dar entrevistas ou deixar-se fotografar desde 1980. Sua obra-prima, "O apanhador no campo de centeio" foi publicada em 1951, quando mr. Salinger tinha 32 anos. Foram vendidos mais de 60 milhões de exemplares desse livro, em todo o planeta.

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